São Paulo, 10 (AE) - Até o fim do ano, a São Paulo Transporte (SPTrans) deve contratar mais cem funcionários para atuar na fiscalização dos lotações. Apesar das denúncias sobre um grande número de Kombis e vans roubadas, porte de arma e confusões envolvendo muitos perueiros em situação irregular, não está prevista nenhuma grande mudança no sistema. Hoje, a SPTrans conta com 128 fiscais, número considerado insuficiente pelo diretor de Gestão Operacional, major Luiz Flaviano Furtado. "Em fiscalização, nunca o número é suficiente." O problema, porém, não é exatamente o número. A violência de grupos de perueiros acaba, de certa forma, inibindo as blitze.
O secretário municipal dos Transportes, Getúlio Hanashiro, disse hoje que está sendo intensificada a fiscalização das peruas ilegais. "Hoje, apreendemos, em média, 60 peruas por dia". Não existe programação dessa fiscalização. Em primeiro lugar, para evitar que os perueiros conheçam o roteiro com antecedência. Em segundo, porque é necessário que os batalhões da Polícia Militar cedam seus profissionais para acompanhar os fiscais. "Sem isso, não dá", garante Furtado. Hanashiro afirma que está mantendo contato constante com o comando da PM. "A Prefeitura já fez o que podia para legalizar os perueiros; fora isso, a posição é reprimir o transporte ilegal". Violência - Na opinião do presidente da Associação dos Transportadores em Autolotação da Zona Sul da Cidade, Laércio Ezequiel dos Santos, a solução é tornar os perueiros legais. "Essa violência é gerada pela negligência do Hanashiro e do prefeito Celso Pitta", acredita. Na avaliação do presidente dos lotações legalizados, José Célio dos Santos, a solução é votar o substitutivo ao projeto de lei do vereador Milton Leite (PMDB). Originalmente, o projeto previa a regularização de 1,8 mil peruas. O substitutivo estabelece que essa seria a quantia mínima de regularizações. "A cidade precisa de mais 3 mil peruas", garante Santos. "Se a Prefeitura fizer um estudo técnico, não político, vai poder comprovar isso".

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