SP vai criar 5 centros de referência para a saúde da mulher, anuncia Pagura
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sexta-feira, 20 de agosto de 1999
Por Lígia Formenti 
São Paulo, 21 (AE) - O secretário municipal da Saúde, Jorge Pagura, afirmou que até o fim do ano serão criados 5 centros de referência para a saúde da mulher. Com capacidade para atender cerca de 300 pacientes diariamente, esses centros terão como atividade principal o diagnóstico de câncer de mama, endométrio e útero, acompanhamento pré-natal e planejamento familiar.
Três endereços para funcionamento dos centros já foram escolhidos: Posto de Sapopemba, Posto Jardim Souza e Hospital Municipal Cachoeirinha. Os locais restantes deverão ser definidos durante este mês. "É claro que precisamos melhorar a estrutura dos postos de saúde e também construir maternidades, que faltam na cidade", reconheceu o secretário. "Mas nossa preocupação agora é melhorar os índices de diagnóstico precoce de câncer em mulheres", completou.
Serão comprados aparelhos de ultra-som, de densitometria óssea (que avalia o desgaste ósseo, muito comum entre mulheres depois da menopausa) e para realização de mamografia. "A mulher de São Paulo sofre muito: tem de enfrentar fila para fazer uma consulta, fila para fazer o exame e, pior, tudo em locais diferentes", disse Pagura. Investimento - Os centros vão atender mulheres encaminhadas por postos de saúde. "Pedidos de exames e pacientes que necessitem de acompanhamento mais detalhado serão enviados para os centros". O investimento para o novo serviço será de R$ 1,5 milhão.
O secretário afirmou, também, que as obras para a recuperação do Hospital Municipal Nova Cachoeirinha deverão ser entregues dentro de 90 dias. Há cerca de dois meses, um incêndio atingiu a instituição, referência na região para atendimento de partos de risco. Com as obras, houve uma redução média de 100 partos por mês. "Continuamos atendendo as pacientes que fazem pré-natal no local, mas passamos a enviar para outros hospitais as demais pacientes", contou Pagura. Segundo ele, a reforma será usada também para ampliar o número de leitos da UTI pré-natal, de 4 para 20.


