SÃO PAULO - O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública paulista, Luís Paulo Aliende Ribeiro, estipulou em R$ 11,2 mil (100 salários mínimos) a indenização por danos morais a ser paga pelo governo de São Paulo aos ex-sócios da Escola de Educação Infantil Base, o casal Icushiro e Maria Aparecida Shimada, e Mauricio Monteiro de Alvarenga. Eles foram acusados, em março de 1994, de crime de abuso sexual contra alguns de seus alunos. A decisão é de primeira instância e destaca ‘‘os erros da polícia e a injustiça cometida contra pessoas acusadas sem prova’’.
‘‘Qualquer um que recebe uma denúncia dessa e é vítima do estardalhaço que foi feito, acho que marca e acaba não esquecendo mais. Jamais vou esquecer’’, disse Icushiro, que recorreu à sentença e pede uma indenização de R$ 2,5 milhões para cada um dos prejudicados.
Quanto aos danos materiais, o valor será apurado por perícia, levando-se em conta todo o patrimônio da escola, mais cálculo sobre os lucros perdidos. Já Maria Aparecida receberá pensão vitalícia, em valor a ser definido, pois sofreu trauma psicológico, que a impossibilita de exercer sua profissão de professora.
Como foi Na tarde de 28 de março de 1994, duas mães de alunos chegaram no prédio do 6º Distrito Policial. Diante de policiais despreparados, acusaram os donos da escola e mais quatro pessoas de abusar sexualmente de seus filhos, na época com 4 anos. Antes mesmo que a denúncia fosse formalizada, os policiais acionaram os jornalistas.
As mães contaram que alunos entre 4 e 6 anos eram transportados clandestinamente numa Kombi para motéis, onde participavam de filmagens pornográficas e orgias sexuais. Ao mesmo tempo em que o casal Shimada, seus sócios, Maurício e Paula Monteiro Alvarenga, e os amigos Saulo e Mara Costa Nunes eram perseguidos, o prédio da escola sofria três saques.

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