São Paulo, 21 (AE) - A Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo recebeu mais duas notificações de suspeita de febre amarela hoje. Apesar disso, o número total de casos suspeitos caiu de 15 para 14 porque três pacientes tiveram confirmado diagnóstico de dengue. Ao todo foram confirmados no País cerca de 12 casos desde o fim do ano passado, dois deles em São Paulo.
Diante do crescimento da demanda por vacinação, o ministro da Saúde, José Serra, garantiu hoje que não há risco de faltar imunizantes contra febre amarela. As notificações feitas hoje em São Paulo referem-se a um paciente de São José do Rio Preto - que viajou recentemente para Goiás, Tocantins e Pará - e outro de Suzano, na Grande São Paulo, que esteve em Armeiros, no Mato Grosso. Os pacientes que foram diagnosticados como casos de dengue são de Jundiaí (duas pessoas com viagens recentes para Aquidauama, Mato Grosso) e um de Ribeirão Preto (que esteve no fim do ano em Barra do Garça, em Mato Grosso do Sul).
No total, foram notificados 27 casos de febre amarela em São Paulo este mês, sendo dois confirmados (um na capital, outro em Campinas) e 8 eliminados pelos testes laboratorais e três eliminados por dengue. Todos teriam-se contaminado fora do Estado, a maior parte em Goiás. Vacinação - Continua crescendo a demanda por vacinas em São Paulo, sobretudo nos aeroportos, onde chega a ser dez vezes superior à normal, informou a coordenadora estadual de imunização, Clélia Maria Aranda. Na média, os postos dos bairros estão vacinando quatro vezes mais que o normal. No posto da Vila Mariana, a demanda hoje foi seis vezes maior que o habitual, o que provocou enormes filas com espera de mais de uma hora e meia.
"Se acabarem as vacinas em algum posto, podemos entregar em poucas horas", garante Clélia. Ela ressalta, porém, que a vacina não é recomendada para pessoas imunodeprimidas. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que costuma distribuir a cada mês entre 200 mil e 220 mil vacinas contra febre-amarela, já recebeu 300 mil doses extras e deve receber terça-feira (apesar do feriado) mais 700 mil. Até o fim do mês, porém, esperam-se outros 2,5 milhões de doses, que serão usadas na vacinação em massa da população da região de Campinas.
"Se conseguirmos montar a logística toda, materiais, locais e treinamento do pessoal, começaremos a campanha no início de fevereiro", disse Clélia.
Em Campinas, equipes da Secretaria Municipal de Saúde estiveram hoje em vários quarteirões do bairro Cambuí, local onde reside o estudante de 22 anos que, único caso da doença confirmado na cidade, para orientar os moradores sobre os sintomas e os riscos de contrair febre amarela. A pulverização para eliminar possíveis larvas do mosquito Aedes aegypt, já feita na semana passada pode ser repetida na próxima semana. "O que nos tranquiliza é que o índice da larva do mosquito, medida no mês de dezembro na região do Cambuí foi de zero", disse o coordenador de Vigilância e Saúde Ambiental do Município, Ricardo Cocolisce.
Já foi definido que o município terá vacinação em massa contra a doença, nos meses de fevereiro e março. As autoridades da saúde, no entanto, acreditam que não há riscos de uma epidemia de febre amarela na cidade. (Colaborou Milton Bridi)

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