SP registra 1ª morte por febre amarela silvestre
Agência Folha
De São Paulo
A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou ontem a primeira morte por febre amarela silvestre autóctone no Estado. Desde 1953, todos os casos silvestres registrados eram importados de regiões endêmicas do país. Este ano, foram registrados em São Paulo três casos cuja contaminação ocorreu em outros Estados. A febre amarela urbana foi erradicada no país em 1942.
A vítima é o comerciante José Valter Rigueto, 49, de São José do Rio Preto (451 km a noroeste de SP). Ele morreu no dia 17, seis dias depois de ter sido internado com sintomas da doença no Hospital de Base. Rigueto tinha passado o Carnaval em uma casa à beira do rio Grande, em Santa Albertina (620 km a noroeste de SP).
A febre amarela do tipo silvestre é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Nos centros urbanos, o transmissor é o Aedes aegypti o mesmo da dengue.
No final da semana, duas mortes por febre amarela e uma por dengue hemorrágica foram confirmadas no Mato Grosso. Nos dois primeiros meses do ano, foram registrados três casos de febre amarela no Estado. As duas vítimas da doença eram trabalhadores rurais.





