São Paulo, 30 (AE) - A Prefeitura deixará de gastar, a partir do próximo mês, cerca de R$ 7,5 milhões com o serviço de limpeza pública da cidade. A quantia refere-se aos aditivos contratuais com as empresas responsáveis pelo serviço e que venceram hoje. Com isso, o gasto mensal com limpeza pública será reduzido de R$ 34 milhões para R$ 26,5 milhões. Segundo o secretário das Administrações Regionais, Domingos Dissei, o serviço não será comprometido, pois os contratos originais continuam em vigor.
Hoje, o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo publicou anúncios nos jornais avisando que o serviço será comprometido com o fim dos aditivos e alertando a população para colaborar com a limpeza na cidade. De acordo com Dissei, os aditivos previam apenas um reforço na limpeza de vias além do que já está previsto nos contratos originais com as empresas. "Caso uma rua que é varrida três vezes por dia e não ficasse limpa, o aditivo previa que ela fosse varrida mais uma vez", exemplificou o secretário.
Porém, como a secretaria aumentou a fiscalização do serviço prestado pelas empresas, afirmou Dissei, os aditivos não são mais necessários. O secretário lembra que, de fevereiro a junho deste ano foram aplicadas 468 multas às empresas de coleta de lixo e varrição das ruas. "Além disso, a população está colaborando com a limpeza", completou o secretário.

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