SP quer fazer de prisão a Universidade do Trabalho
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terça-feira, 01 de setembro de 1998
Agência Folha 
A Casa de Detenção do Carandiru deve ser transformada em um centro de formação profissional. Este é o projeto do governo do Estado de São Paulo, que pretende criar no local a Universidade do Trabalho.
O governador em exercício Geraldo Alckmin assinou ontem, em São Paulo, um termo de cooperação com o Instituto dos Arquitetos do Brasil e o Instituto de Engenharia para a reurbanização do Complexo Penitenciário do Carandiru (zona norte). O projeto conta também com a participação da Ordem dos
Advogados do Brasil.
Foi assinado ainda um decreto instituindo um grupo de trabalho, composto por 11 integrantes de várias secretarias e da sociedade civil, para coordenar as atividades.
O plano diretor para a reurbanização da área deverá ser definido em um concurso público nacional, com edital previsto para o dia 23 de setembro. Na mesma data, o Parque do Carandiru, uma área de Mata Atlântica de 60 mil metros quadrados, será aberto para visitas monitoradas.
Segundo o secretário de Estado da Administração Penitenciária, João Benedicto de Azevedo, até o final do ano as novas penitenciárias que estão sendo construídas no interior do Estado vão permitir a retirada de grande parte dos presos da Casa de Detenção. O local tem capacidade para 3.250 presos, mas abriga atualmente 7.200. A desativação total deve ocorrer somente em 1999 e depende de um convênio com o governo federal para a construção de mais 12 penitenciárias no
Estado.
Ontem, 160 presos foram retirados da Casa de Detenção. Metade foi para a penitenciária de Pirajuí (400 km de São Paulo), e metade para a penitenciária de Casa Branca (265 km de São Paulo).


