SP inaugura laboratório de restauração
São Paulo, 26 (AE) - A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo inaugurou hoje mais uma etapa do projeto Casa da Memória Paulistana: um laboratório de restauração de documentos que relatam fatos importantes da história de São Paulo. Segundo o diretor do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), Luís Soares de Camargo, o objetivo do projeto é criar um acervo de documentos e fotos.
O acervo ficará no Edifício Ramos de Azevedo, na Praça Coronel Prestes, na Luz, onde funciona o DPH. A reforma do subsolo do local, concluída recentemente, custou R$ 130 mil.
O prédio, inaugurado em 1920, funcionou até 1987 como Laboratório de Mecânica Aplicada e Eletrotécnica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura começou a restaurar o imóvel. As obras foram orçadas em U$ 5 milhões.
Continuidade - Com o patrocínio das empresas Formate, Concremat e Concrejato, a Prefeitura prossegue o projeto Casa da Memória Paulistana. O público terá acesso gratuito às informações sobre a cidade, podendo consultar a seção de logradouros públicos. Camargo destaca ainda a importância da criação do laboratório de restauro de documentos, que permitirá conservar dados e textos até de 1555. "Os papéis estragam-se com o tempo."
A Secretaria de Cultura ainda procura parceiros na iniciativa privada para finalizar os trabalhos. O diretor do DPH acredita que, até o fim do ano, será inaugurado o acervo de documentação. Em 2000, deve ficar pronto o laboratório de fotografias. "Com o término das obras e a centralização dos dados, ficará mais fácil a consulta de dados do Patrimônio Histórico."





