SP implanta policiamento conjunto para combater a violência
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 18 (AE) - O alto índice de violência no Estado nos cinco dias de carnaval, quando houve 230 assassinatos, 2.618 assaltos, 4.775 furtos e 2.421 veículos levados pelos ladrões, deixaram os chefes das polícias Civil e Militar impressionados. Por determinação do secretário da Segurança Pública, Marco Vinício Petrelluzzi, a partir de amanhã (19), um novo método de policiamento conjunto será desenvolvido na capital, Grande São Paulo e principais cidades do interior. "Vamos percorrer os locais onde a violência é maior com o objetivo de prender ladrões, assassinos, traficantes e impedir crimes", explicou o delegado Gerson Carvalho, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).
Os policiais civis dos distritos policiais militares dos batalhões estarão percorrendo ruas, avenidas, bares, pontos de ônibus e fliperamas. Estarão revistando e solicitando documentos de identificação de homens e mulheres. Os policiais estarão com mapas dos pontos críticos, onde nos últimos meses foram registrados mais assassinatos, furtos e roubos.
Carvalho adiantou que os policiais dos distritos estarão cada vez mais nas ruas e o trabalho será conjunto com a PM, na maioria das vezes. Militar - O coronel Waldir dos Santos, que assumiu hoje o Comando do Policiamento Metropolitano (CPM), disse que o objetivo com o novo esquema - que utilizará policiais a pé e de carro - é identificar e prender ladrões, homicidas e apreender armas. "Crimes banais como o da escola de samba Gaviões da Fiel somente ocorrem porque as pessoas andam armadas, não têm respeito pela vida e têm facilidade em conseguir armas".
Na capital, durante o carnaval, ocorreram 99 assassinatos e mais de 3 mil furtos e assaltos, incluindo os de veículos.
O coronel Santos adiantou que a revista será diária, inclusive nos fins de semana. Para ele, as brigas envolvendo pessoas drogadas e embriagadas sempre acabam em morte. Ele acredita que recolhendo as armas em mãos de pessoas não qualificadas a violência diminuirá. "O assassinato de um rapaz por um motorista e um cobrador de ônibus por causa de discussão no trânsito e a morte do rapaz na Gaviões da Fiel poderiam ser evitadas se as armas tivessem sido apreendidas", afirmou o novo comandante do CPM.
Antes de assumir um dos mais importantes postos na PM, Santos chefiou a corporação na região do ABC. "Fiz uma análise dos homicídios e constatei que 80% foram praticados com armas de fogo e os autores estavam drogados e embriagados".


