São Paulo, 20 (AE) - A qualidade do ar na capital de São Paulo esteve ruim hoje, em cinco estações da Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Os níveis de ozônio na atmosfera deixaram Santana, na zona norte, Mooca, zona oeste, e Ibirapuera, zona sul, com má qualidade de ar. No Parque Dom Pedro II, centro, e na Lapa, zona oeste, a qualidade foi inadequada.
Pela manhã, mesmo depois de um fim de semana - quando a emissão de poluentes é menor -, São Paulo apresentava uma faixa ocre que dividia os prédios do céu. A concentração da molécula de ozônio, formada por três átomos de oxigênio, chegou a 238 miligramas por metro cúbico de ar em Santana. Índice quase 50% maior que a densidade considerada padrão, que é de 160 mg/mÓ de ar.
De acordo com o gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, Jesuíno Romano, esse é um fenômeno comum na primavera e no verão - que começa oficialmente às 5h44 de quarta-feira (22) -, quando aumenta a intensidade dos raios de sol. O céu com poucas nuvens e o calor facilitam a reação química que dá origem à molécula de ozônio.
Nessas circunstâncias, o dióxido de nitrogênio, molécula liberada pelos automóveis, dá origem a uma molécula de monóxido de nitrogênio e a um átomo de oxigênio. Esse átomo isolado é eletricamente ativo e se une a uma molécula de oxigênio, formando o ozônio.
A grande concentração do gás na atmosfera incomoda sobretudo os moradores com doenças respiratórias, principalmente crianças e idosos. As plantas também são afetadas pelo excesso desse gás.
Desde sexta-feira (17), os índices de ozônio vêm aumentando. A expectativa é de que a qualidade do ar continue ruim por causa da falta de ventos e do calor. Hoje, de acordo com Romano, não ventou durante quase dez horas. A temperatura máxima foi de 31,1 graus.

mockup