SP e Rio anunciam redução de tarifas
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
Artur Rodrigues,Bruno Ribeiro,Caio do Valle,Carla Araújo e Gustavo Porto 
São Paulo - Após 14 dias de protesto nas ruas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e os prefeitos de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e do Rio, Eduardo Paes (PMDB), cederam à pressão popular e anunciaram a revogação do aumento de tarifas de ônibus, trens e metrô, que entraram em vigor no início do mês.
Na capital paulista, a passagem de ônibus, trens e metrô - atualmente em R$ 3,20 - voltará a R$ 3 na segunda-feira. Já para os coletivos da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), ainda não havia definição até as 21 horas de ontem.
Após cenas de choro e gritos de alegria, com o anúncio da redução, os líderes do Movimento Passe Livre (MPL) mantiveram o ato previsto para hoje na Avenida Paulista, mas destacou que deverá ser pacífico e de celebração. À noite, um grupo com cerca de mil pessoas resolveu "festejar" na Avenida Paulista, mais especificamente no vão livre do Masp. "A única forma de se transformar a realidade é com as pessoas se mobilizando e saindo às ruas para lutar. O que tivemos hoje (ontem) foi uma vitória popular. A gente se organizou, saiu às ruas e, sem baixar a cabeça para nenhum governante, nenhuma empresa, nenhum político, o povo por si só, com sua força, conseguiu baixar o preço da passagem. Se o povo conseguiu isso, consegue muito mais", disse o estudante Caio Martins, de 19 anos, que faz parte do Passe Livre desde 2011.
O grupo soube da redução da tarifa pelo repórter do jornal "O Estado de S. Paulo", pouco antes do anúncio oficial, e correu para o bar onde uma TV mostrava o jogo do Brasil. O governo não procurou os integrantes para dar a informação. O primeiro contato político que eles tiveram foi um telefonema do senador Eduardo Suplicy (PT), que os parabenizou e, depois, quis saber se haveria nova manifestação.
Com apoio do Passe Livre e considerando ainda diversas motivações - do combate à corrupção até as queixas quanto ao uso de dinheiro público em estádios da Copa -, haverá manifestações em pelo menos dez capitais e em Brasília. Nesta quarta, houve protestos na periferia de São Paulo e em cidades do Ceará, do Maranhão e do Rio.
Copa das Confederações
Torcedores do Brasil e do México que tentavam chegar a Arena Castelão para o jogo entre as duas seleções ontem acabaram atingidos pela ação da Polícia Militar que tentava dispersar manifestantes concentrados nas proximidades do estádio.
Os torcedores saíram correndo em pânico por volta das 14h40, depois de a PM utilizar gás lacrimogêneo contra o grupo que protestava contra os gastos públicos para a Copa das Confederações e para a Copa-2014.
Sabrina Nildo de Lima, de 15 anos, que viajou de Picos (PI) com a família para assistir ao jogo em Fortaleza, desmaiou ao respirar gás lacrimogêneo. Ela foi socorrida pelos familiares e levada uma casa próxima ao local do confronto para se recuperar.
"A polícia não precisava fazer desta forma", afirmou Jaílton de Lima, de 26 anos, irmão da menina. A família caminhava pela avenida Alberto Craveiro, principal acesso ao estádio, quando foi surpreendida pelo protesto e a reação policial.
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