Das agências
De Campinas
e Brasília
O Instituto Adolfo Lutz confirmou ontem o primeiro caso de febre amarela em Campinas, a 90 quilômetros da capital paulista. Resultados dos exames de um estudante de 22 anos que esteve no final de dezembro na Chapada dos Viadeiros, em Goiás, deram positivo para a doença. Por causa disso, a partir de hoje haverá também uma espécie de ‘‘varredura’’ em 25 quarteirões, próximo da casa do estudante comtaminado para eliminar larvas do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença. A Vigilância Sanitária do município decidiu também realizar uma campanha, a partir de fevereiro, para vacinar toda a população da cidade.
Cerca de dez equipes estarão orientando os moradores sobre os possíveis criadouros do mosquito e os sintomas da doença. ‘‘O índice de infestação de larvas do mosquito, medido no mês de dezembro no bairro onde o rapaz mora, é zero, o que significa um bom sinal’’, disse ontem o coordenador de Vigilância e Saúde Ambiental do município, Ricardo Cocolise. O índice da larva do mosquito, que transite também a dengue, é medido todo o mês em Campinas. De acordo com Cocolise, foram registrados outros dois casos suspeitos de febre amarela no município. Ele, porém, praticamente descartou tratar-se da doença pois ambos apresentavam um quadro leve de febre e não foram internados. ‘‘Deve ser uma forte gripe’’, avaliou. Amostras de sangue dos dois suspeitos para exame ao Adolf Lutz.
O Ministério da Saúde vai reforçar a vacinação contra a febre amarela em todo o país a partir da próxima semana. Até o fim do mês, 20 mil postos de vacinação distribuídos pelas 27 unidades da Federação receberão estoques extras da vacina. Qualquer pessoa que queira ser imunizada poderá receber a vacina, mesmo que não esteja indo para as áreas em que a febre amarela silvestre é endêmica (Estados do Norte, Centro-Oeste e Maranhão).
A vacina antiamarílica também será incluída nas campanhas de vacinação contra gripe (que acontecerá em abril) e contra a pólio (em junho). A imunização contra a febre amarela tem dez anos de validade. O Ministério da Saúde dispõem hoje de 43 milhões de doses da vacina - estoque considerado suficiente para atender à demanda emergencial. Mas já foram encomendadas mais cinco milhões de doses à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que produz a vacina ao custo unitário de R$ 0,20.
A decisão de reforçar a vacinação será anunciada pelo ministro José Serra (Saúde) em cadeia nacional de rádio e TV no domingo.

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