SP comemora 445 anos com bolo e muita música
Aproximadamente 58 mil pessoas participaram ontem das homenagens musicais à cidade de São Paulo, que completou 445 anos. Cerca de 55 mil foram ao Parque do Ibirapuera assistir ao show do grupo de pagode Negritude Jr., que apresentou canções de Adoniran Barbosa. No repertório, músicas que imortalizaram o artista que fez da cidade o cenário de sua obra. No Sesc Santo Amaro, Djavan cantou para 3 mil pessoas.
Ah, se já tivéssemos nascido naquele tempo, disse o cantor Netinho, líder do Negritude Jr., antes de cantar a famosa Saudosa Maloca, acompanhado da Orquestra Sinfônica de Campinas. Além do tributo a Adoniran, foram interpretados sucessos do grupo, como Beijo Geladinho, Gente da Gente e Cohab City.
O forte calor não conteve a animação dos fãs, principalmente quando eram tocadas as músicas de Adoniran. O posto médico atendeu cerca de 40 pessoas, a maioria por problemas causados pela alta temperatura.
As gerações mais novas estavam mais interessadas nos grupos que surgiram muito depois do autor de Trem das Onze. Quem é Adoniran Barbosa?, perguntou a estudante Raquel Santucci, fã do Negritude. Outra estudante, Andressa Pereira, chorava próximo ao palco. Quero conhecer o Netinho.
Roberto Carlos levou mais de 30 mil pessoas ao delírio no Pavilhão de Exposições do Anhembi. O cantor, católico assumidíssimo, fez uma parceira com o padre Antônio Maria, brindou a platéia com os sucessos Nossa Senhora e Jesus Cristo, orou com o público pela saúde de sua mulher e ganhou elogios do apresentador da Rede Vida, Miguel Kater Filho. Também agradeceu à cidade. Foi em São Paulo que a Jovem Guarda começou, disse.
A apresentação de Roberto Carlos foi o grande trunfo da festa. Às 17 horas, horário em que subiu ao palco, o cantor restabeleceu o ânimo de todos, que há mais de cinco horas esperavam pela grande atração, o padre Marcelo Rossi. Mesmo assim, seria necessário aguardar um pouco mais. Padre Marcelo só entoaria os primeros versos de seus sucessos às 20 horas, após uma missa celebrada por dom Cláudio Hummes e outros sacerdotes. Antes, ainda se apresentariam os padres Zeca e Zezinho.
Bolo Sete segundos foram o suficiente para que o tradicional bolo do Bixiga fosse devorado pelas cerca de 1.600 pessoas que compareceram à festa, realizada na rua Rui Barbosa (região central de São Paulo).
O ataque é literalmente uma brincadeira, disse Maria Paula Puglisi, vice-presidente do Museu do Bixiga, organizador da festa, que é realizada desde 1985. O bolo, preparado para comemorar o aniversário de São Paulo, tinha 445 metros, o equivalente à idade da cidade.
De acordo com os organizadores, foram usados para a confecção do bolo 12 mil ovos, 150 litros de água, 400 kg de açúcar, 50 kg de fermento, três toneladas de farinha e dez caixas de limão.
No próximo ano, segundo os organizadores, o bolo será armado na Avenida Paulista e terá 2.000 metros para comemorar a chegada do ano 2000. No ano seguinte, ele volta para o Bixiga.France PresseNovo recordeTradicional Bolo do Bixiga foi devorado em 7 segundos por 1,6 mil pessoas que compareceram à festaAgência Estado





