Rio, 13 (ae) - Segundo a pesquisa regional de produção industrial, divulgada há pouco pelo IBGE, São Paulo mostrou crescimento pelo quinto mês consecutivo. O aumento de 21,1% em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, é a segunda maior marca entre os locais pesquisados e reflete o comportamento positivo de 18 dos 20 ramos da pesquisa. O destaque fica por conta dos ramos do complexo metal-mecânico: material elétrico e de comunicações (42,5%), material de transporte (29,1%), metalúrgica (24,8%) e mecânica (22,0%) que, juntamente com a química (17,0%), continuam exercendo as principais influências positivas no desempenho global.
No indicador acumulado para o primeiro bimestre, o acréscimo de 14,5% supera o observado no total do país (10,7%). Já o indicador acumulado nos últimos 12 meses continua apresentando queda (-0,9%).
No Rio de Janeiro, a indústria voltou a se expandir em fevereiro, segundo pesquisa regional de produção industrial divulgada pelo IBGE. Após queda de 0,3% em janeiro, a indústria teve a produção ampliada em 7,0% em fevereiro, comparando-se o mesmo mês de 1999. Entre os segmentos com aumento, destacam-se com as maiores contribuições: vestuário (126,7%) e material elétrico e de comunicações (41,2%). Nos demais indicadores, os resultados também são positivos: 3,1% no acumulado do ano e 5,0% nos últimos 12 meses.
A produção industrial de Minas Gerais cresceu 19,4%, em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com pesquisa regional de produção industrial do IBGE. As maiores contribuições vieram das indústrias de material de transporte (54,2%), alimentar (43,7%) e metalúrgica (22,7%). Já a indústria química mostrou a maior queda (-7,9%). No indicador acumulado no primeiro bimestre houve expansão de 15,4% e nos últimos 12 meses a taxa ficou em 4,2%.
A região Nordeste cresceu 7,3%, em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 1999. Esta expansão reflete o comportamento positivo de 10 dos 15 setores investigados, destacando-se as indústrias têxtil (25,3%) e química (6,5%). No indicador acumulado para o primeiro bimestre há um ligeiro aumento (0,2%), devido às indústrias têxtil (15,6%) e metalúrgica (11,2%). Já o acumulado dos últimos 12 meses ainda apresenta resultado negativo (-0,7%).
Apenas a indústria da Bahia apresentou queda na produção industrial, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE. Na comparação entre fevereiro de 1999 e de 2000, a indústria baiana apontou redução de 2,5%, influenciada, principalmente, pela queda de 5 1% em química. Os resultados dos demais indicadores também são negativos: -4,3% no acumulado do ano e -1,2% nos últimos 12 meses.

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