A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo decidiu ontem acabar com o esquema de prêmio às equipes de hospitais públicos captadores de rins de doador cadáver em São Paulo. A determinação foi divulgada depois de reunião dos técnicos do governo com entidades representantes de profissionais transplantadores e de pacientes renais crônicos.
A partir de agora, passa a existir na capital e no litoral de São Paulo o sistema de lista única, pelo qual os dois rins captados de doador cadáver devem ser usados para transplantes em pacientes que integram a lista de 2.600 pessoas que vivem à espera da cirurgia.
Pelo sistema anterior, um hospital diagnosticava a morte encefálica de uma pessoa e acionava a equipe de captação da região em que estava localizado o hospital. Os órgãos eram doados para o primeiro da lista única, mas o segundo rim era o ‘‘bônus’’. Em vez de ser doado para a segunda pessoa da lista única, o segundo rim ia para o primeiro da lista dos pacientes englobados pelo hospital que fazia a captação.
A intenção da secretaria era estimular as equipes de captação (que vão aos hospitais para traçar o perfil do doador e comunicam à secretaria). O argumento contrário ao ‘‘bônus’’ - das entidades que representam pacientes - era que, com esse sistema, poderia haver desvio de órgãos e favorecimento a alguns hospitais.

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