'Sou um homem pacato', afirma em entrevista
Ontem, ao ser apresentado à imprensa, Celsinho não lembrava o homem que tem uma folha corrida de 34 páginas e a fama de ser capaz até de beber o sangue de adversários. Sou um homem pacato, repetiu diversas vezes o traficante, que responde ainda a quatro processos por homicídio, roubo de carga e tráfico.
Ele negou a história de que cultua magia negra. Eu sou devoto de São Cosme e Damião. Meu Deus é o mesmo do de vocês, afirmou, erguendo as mãos algemadas para mostrar a imagem dos santos gêmeos tatuada no braço direito. Ele também garantiu que nunca teve policiais trabalhando como seguranças. Eu sou traficante, sou bandido. Minha relação com a polícia é de gato e rato. Ele parecia ter esquecido que foi preso em 1996, dois anos após a fuga do Presídio Milton Dias Moreira, na companhia de um policial militar e um civil, acusados de fazerem sua segurança.
Celsinho tentou minimizar o seu poder. Minhas áreas são a Vila Vintém e o Curral da Ema, uma favelinha. Faturo só R$ 50 mil por semana. Para mim, sobram apenas R$ 10 mil. A polícia não me deixa trabalhar, afirmou. Segundo a polícia, ele domina o tráfico em 90% das favelas da zona oeste e movimenta mensalmente cerca de R$ 10 milhões.





