Sou candidato a prefeito em 2000
Sou candidato a prefeito em 2000
Folha - O senhor está fechando dois anos de mandato. Fala-se em alteração da equipe. É verdade?
Taniguchi - Faremos apenas alguns ajustamentos, uma ou outra alteração. Nada traumático ou muito profundo.
Folha - Alguém da sua equipe vai ser chamado para o governo do Estado?
Taniguchi - Esse é o grande problema. Talvez, pode acontecer. A gente precisa se precaver. Mas não sei de nada ainda. Está tudo na cabeça do governador.
Folha - O senhor é candidato à sucessão de Lerner em 2002?
Taniguchi - Esse assunto é prematuro demais, acho até uma indelicadeza para com quem nem assumiu o segundo mandato ainda. Passando a reeleição, sou candidato natural a prefeito de Curitiba em 2000. Como se diz, sou candidato nato.
Folha - O senhor gostaria de estar na pele do governador nesse segundo mandato? Com esse quadro financeiro que está formado e com as dívidas por serem pagas?
Taniguchi - Vamos fazer uma análise: apesar da crise, o governador tem três grandes programas para os próximos quatro anos: O Paraná Urbano, o Paraná 12 Meses, e o Paranasan, praticamente por começar. Um na área do meio ambiente, e outros na agricultura e cidades. Pouco desse dinheiro foi empregado ainda. Sem falar da entrada em operação da Renault, Audi e Chrysler. Só a Renault tem uma expectativa de gerar de R$ 3 bi a R$ 4 bilhões. Uma única montadora vai representar um acréscimo de 6% ao PIB do Estado. Na geração de empregos para a frente e para trás é uma fábula: 70 mil novos empregos. Tem mais os projetos para a agroindústria e a agência de fomento. Então, mesmo na crise, o governo Lerner tem muita coisa para tocar nos próximos quatro anos.





