Havana, 10 (AE-AP-ANSA) - O recordista mundial do salto em altura, Javier Sotomayor, prometeu aos cubanos que continuará competindo "para dar alegria ao povo". Sotomayor perdeu a medalha de ouro que ganhou no Pan-Americano de Winnipeg por ter o antidoping positivo para cocaína. O atleta, que pretende disputar o Mundial de Sevilha, a partir do dia 20, fez a promessa a centenas de manifestantes que foram a sua casa, em Havana, oferecer apoio.
A Federação Internacional de Atletismo (FIAA) poderá punir o atleta com dois anos de suspensão, mas uma apelação da sanção permitiria a Sotomayor continuar competindo até que se chegue a uma decisão definitiva.
Enquanto Sotomayor e o governo cubano insistem em afirmar que o doping em Winnipeg foi parte de um boicote para hostilizar os atletas cubanos, na Alemanha, o presidente da Federação Alemã de Esportes, Manfred von Richthofen, propõe a criação de uma agência nacional antidoping, com a participação de esportistas e do governo alemão.
O dirigente da DSB assinalou que o uso de substâncias proibidas por parte dos atletas é "uma epidemia contra a qual se deve lutar como se fosse crime", pois está convencido, face aos recentes casos na natação e no atletismo, de que a existência de casos de doping não será erradicada.
Na China, a Federação Chinesa de Natação anunciou seu apoio à decisão da Federação Internacional, que suspendeu por três anos os nadadores Xiong Guoming e Wang Wei por uso de clenbuterol, substância que aumenta a massa muscular. É a segunda vez que os atletas são pegos no antidoping.

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