Sete professores, quatro comerciantes, dois fazendeiros, três funcionários públicos, três contadores, um açougueiro e um trabalhador autônomo compõem o grupo de onde sairão os jurados que julgarão José Rainha Júnior, em setembro deste ano, em Pedro Canário (a 270 quilômetros de Vitória). Os escolhidos são veteranos em tribunais populares. Os sete jurados finais só serão sorteados no dia do julgamento.
Líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha Júnior foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão como co-autor nas mortes do fazendeiro José Machado Neto e do soldado PM Sérgio Narciso da Silva, em 1989.
Como a pena ultrapassou 20 anos, terá direito a um novo julgamento. A defesa tenta transferir o júri para Vitória, alegando que a sentença teve motivação política.
Dos 21 sorteados ontem, três estão impugnados automaticamente: o comerciante William Colodetti e a contadora Iramaia Araújo, jurados no primeiro julgamento, e o fazendeiro Flaviano Almeida, também sorteado para o julgamento passado, mas impugnado pela defesa porque teria divulgado seu voto.

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