Aderir ao ‘sorriso metálico’ já não é mais novidade para quem busca dentes mais bonitos e uma mordida correta. Mas hoje, os novos aparelhos ortodônticos - cada vez menores e com mais tecnologia - têm ganhado recursos que permitem mais qualidade no resultado final e menos sofrimento para o paciente durante o tratamento.
Uma das novidades são os micro ou mini-implantes, também chamados de pinos de ancoragem. A ortodontista Fabiana Sato, de Londrina, explica que, colocados no osso, na gengiva, ou entre os dentes, eles são usados para movimentar os mesmos, dependendo do problema que o paciente tem.
Eles substituem as ‘borrachinhas’, com a vantagem, segundo ela, de não causar dor. ‘‘Quando se usa a ‘borrachinha’ dói um dente que não tem nada a ver com aquele que se está movimentando. Com o microimplante, a força não é dente contra dente’’, explica.
Os microimplantes são extremamente menores que aqueles usados para substituir dentes e ‘‘praticamente não aparecem’’ -enquantos esses mais conhecidos têm por volta de 20 milímetros de diâmetro, os micro variam de 7 a 1,5 milímetros, e são colocados mediante uma pequena cirurgia, para, depois de utilizados, serem retirados.
Já o material biocompatível -titânio - é o mesmo que o usado nos implantes de substituição de dentes, com a diferença que, pelo tamanho, não é preciso esperar pela osseointegração.
Outro benefício desse sistema, ressalta a ortodontista, é que o resultado fica melhor, já que não tem o efeito colateral de movimentar outros dentes, que teriam que ser reposicionados depois, mas a movimentação acontece apenas onde há o problema. ‘‘E evita o
uso daquele aparelho conhecido como freio, que os adultos normalmente não querem usar, e as crianças usam praticamente obrigadas’’, afirma.
A indicação de uso do microimplante deve levar em conta, no paciente, uma gengiva adequada, osso resistente e uma boa higienização. A desvantagem fica por conta do custo, mais alto que o convencional.
Aparelho estético
Para quem opta por modelos que não aparecem, os chamados aparelhos estéticos, também há novidades. O aparelho lingual, aquele que é colocado atrás dos dentes, tem agora, segundo o ortodontista Paulo Shiratori, de Londrina, os braquetes (pronuncia-se ‘bráquet’) menores.
O tamanho menor do braquete (suporte colado ao dente), explica o ortodontista, melhorou muito o incômodo que ele causava na parte interna dos dentes, por ‘roubar espaço’ para a deglutição e até para simplesmente falar. ‘‘Os pacientes tinham muitas queixas de aftas, ulcerações na língua e incômodo para se alimentar e falar, levando em torno de quatro semanas para conseguir se adaptar. Mas, com esses menores, a adaptação é bem mais rápida’’, avalia. Não
é para menos - o tamanho diminuiu de 3 a 4 milímetros para até 1,7 milímetros.
Outra vantagem é que, como ele é menor, a distância entre os braquetes aumenta, levando a uma dissipação da força e consequentemente a menos dor para o paciente. ‘‘Isso é importante, porque não quer dizer que quanto mais dor, mais o aparelho está agindo’’, ressalta Shiratori.
Comparado com o aparelho convencional, o lingual perde no custo, em torno de cinco vezes maior, e na ativação - como só o ortodontista pode trocar os arcos, o paciente fica mais tempo na cadeira do dentista, em torno de uma a duas horas a cada visita. ‘‘Mas, se no início, era usado só para pequenas correções, hoje já se consegue fazer grandes movimentações, com a vantagem da estética’’, garante.
Com os braquetes autoligados, que dispensam o uso de borrachinhas para segurar o arco, o benefício é a diminuição da força, resultando em menos dor, e, a evolução mais rápida. Segundo Shiratori, em média, casos em que seriam necessários 24 a 30 meses com o aparelho convencional, são solucionados em
15 a 18 meses com o uso dos braquetes autoligados. Mas, mais uma vez, o custo, em torno de 15 a 20 vezes mais alto, é a desvantagem.

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