São Paulo, 17 (AE) - O jornal "O Estado de S. Paulo" publica em sua edição de amanhã uma entrevista exclusiva com o megainvestidor George Soros, na qual ele praticamente nega que tenha investido em papéis brasileiros no período imediatamente anterior à indicação de seu ex-administrador de fundos de países emergentes, Armínio Fraga, para a presidência do Banco Central brasileiro. Segundo sugeriu o economista norte-americano Paul Krugman na revista eletrônica Slate, Soros teria lucrado ao comprar papéis brasileiros em baixa, ao ser supostamente alertado por Fraga de sua indicação para o BC. Depois da repercussão das insinuações, Krugman se apressou a fazer uma retratação pela própria Internet na noite de terça-feira.
"Não divulgamos nossas atividades, mas se Krugman não tivesse retirado sua declaração, eu teria aberto uma exceção e autorizado a divulgação de nossas operações nos dias que precederam a indicação de Fraga para o BC para remover qualquer dúvida", disse o megainvestidor húngaro naturalizado americano ao correspondente de "O Estado" em Washington, Paulo Sotero.
Na entrevista, Soros conta que ficou sabendo da indicação de Fraga para o BC no dia 1º de fevereiro, quando ele se demitiu, e defendeu seu ex-empregado, chamado como "homem de Soros" pela imprensa internacional: "é ele próprio, uma pessoa independente, como eu".
Segundo a Agência Reuters, antes de o economista Paul Krugman veicular pela Internet sua retratação, um porta-voz de Soros repudiou as insinuações de Krugman.

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