Sorocabano trocava correspondência com John Kennedy Jr.
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domingo, 18 de julho de 1999
Por José Maria Tomazela 
Sorocaba, SP, 19 (AE) - O sorocabano Vilfred João David, de 35 anos, se correspondeu durante dois anos com John F. Kennedy Jr., desaparecido no mar no costa sul do Estado de Massachusetts, na noite de sexta-feira. David, que é diretor da Casa Aluísio de Almeida, em Sorocaba, a 90 quilômetros de São Paulo, guarda cartas e fotos recebidas de Kennedy Jr. em 1989 e 90.
"Paramos de nos escrever há bastante tempo, mas eu continuava acompanhado a vida dele pelos jornais", disse David, revelando que levado "um choque" quando soube do desaparecimento.
David contou ter feito o primeiro contato com Kennedy quando cursava o terceiro ano de jornalismo numa universidade de Mogi das Cruzes. "Eu estava fazendo uma reportagem sobre os modernos playboys e decidi entrevistar, por correspondência, o brasileiro Antenor Mayrink Veiga e o John-Jonh." Naquela época não havia a Internet e as cartas eram a forma mais barata de comunicação, explicou.
O filho do ex-presidente Kennedy já era considerado um dos homens mais cobiçados do mundo, contou. "Ele demorou um mês para responder a primeira carta, mas depois passamos a nos corresponder com frequência."
David lembra-se de algumas respostas dadas pelo norte-americano a perguntas que ele fez. "Sobre mulher, ele disse que as italianas são as mais belas e elegantes do mundo, embora tivesse elogiado também as brasileiras." Na época Kennedy Jr. disse ao sorocabano que não pretendia seguir a carreira política do pai.
David conta ter enviado alguns presentes a Jonh Kennedy Jr., um sabonete nacional, um cinzeiro e meio quilo de pó de café. "Ele agradeceu o presente com muita simpatia." Numa das cartas
David convidou o americano para conhecer Sorocaba. A correspondência parou nos anos seguintes por iniciativa do brasileiro. "Parei de escrever, se tivesse continuado acho que hoje estaríamos trocando mensagens via Internet."


