CAMPINAS - O médico Carlos Galvão, chefe do setor de Pediatria do Hospital Santa Elisa, de Jundiaí (SP), informou ontem que um bebê nascido no dia 19 morreu no domingo (23), depois de receber a Nutrição Parenteral Prolongada (NPP) fabricada pelo Laboratório Tecnopharma, de Campinas. Agora, já são 13 as mortes (12 bebês e um adulto) suspeitas de terem sido causadas por contaminação no soro parenteral.
‘‘Apesar de a criança ter recebido o NPP, é precipitado afirmar que a morte foi causada pelo produto contaminado’’, explicou o médico. Segundo ele, a criança - um menino - já nasceu com um quadro de infecção generalizada porque a mãe apresentava infecção grave nos rins. ‘‘As chances do bebê sobreviver já eram reduzidas antes dele receber a NPP’’, explicou.
Galvão não descarta, porém, a hipótese de a criança ter seu quadro agravado por uma possível contaminação no soro parenteral. ‘‘Pode ter havido uma coincidência ou uma contaminação’’, explicou. O médico disse não ter conhecimento de nenhum outro caso suspeito na cidade, embora a maior parte dos hospitais de Jundiaí viesse recebendo a NPP da Tecnopharma.
Em Sorocaba (SP), a direção do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, informou que hoje divulgará um balanço sobre a situação dos recém-nascidos no local. Há informações, não confirmadas, de que alguns óbitos registrados há dez dias também poderiam estar associadas ao soro. A direção do hospital não quis adiantar ontem detalhes sobre o caso.
Das 13 mortes divulgadas até agora, em apenas quatro casos a Vigilância Sanitária de Campinas admite a possibilidade de contaminação: dois no Centro de Atenção Integral à Saúde da Nulher (Caism) da Unicamp e dois na Maternidade de Campinas.

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