Cerca de 25% das pessoas com insônia têm insônia primária, definida pela dificuldade de iniciar ou de manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador. O novo estudo identificou uma redução de 30% nos níveis de ácido gama-aminobutírico, neurotransmissor que induz a inibição do sistema nervoso central, em indivíduos que sofrem de insônia primária há mais de seis meses. De acordo com os autores, os resultados sugerem que a insônia primária é uma manifestação de um estado neurobiológico de hiperatividade. ''O ácido gama-aminobutírico está presente em níveis reduzidos em indivíduos com insônia, o que indica que a hiperatividade está presente não apenas na forma de pensamentos e emoções excessivas, mas que também pode ser detectada no sistema nervoso central'', disse o principal autor do estudo, John Winkelman, do Brigham and Women's Hospital, ligado à Escola Médica Harvard. De acordo com Winkelman, entender que o problema está associado com uma deficiência neuroquímica específica ajudará a validar a frequentemente mal compreendida reclamação de insônia e de suas consequências, como dificuldade de concentração, cansaço e irritabilidade durante o dia.

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