São Paulo, 11 (AE) - O sonho de comprar uma casa foi adiado em uma semana pelo estudante Douglas Rodrigues Ribeiro, de 26 anos, que deu uma pausa nas obrigações às 10 horas de hoje para conferir o resultado da Mega Sena, pregado na parede da Lotérica Sete de Abril, no centro de São Paulo. Mas ele vai persistir, assim como a maioria dos moradores da cidade, que voltaram a encher as casas de jogo, para refazer a "fezinha". "Quem sabe no próximo concurso?"
As novas apostas de Ribeiro, porém, só serão feitas na sexta-feira (15). "A decepção foi tanta que rasguei os cartões; preciso dar um tempo para assimilar a idéia." O lamento era compartilhado pelo convicto apostador Feliciano Cordo, de 50 anos. Só que Cordo não perdeu tempo. Hoje mesmo tinha nas mãos dezenas de novos cartões, dos mais variados jogos.
O comerciante joga na Mega Sena desde o surgimento - há 189 semanas. "Perdi as contas de quantos cartões fiz dessa vez", diz ele, referindo-se ao capricho investido nas apostas da semana passada. Apesar de desgostoso com o destino, estava mais conformado do que Ribeiro. "É a vida; quem tem sorte, leva."
A copeira Maria Helena Feitosa, de 51 anos, não assistiu ao sorteio da Mega Sena na TV. "Preferi conferir hoje." Todas as semanas, Maria Helena joga apenas 1 real. Entusiasmada com a possibilidade de ganhar os quase R$ 65 milhões, ela arriscou mais no concurso 188: apostou 16 reais. Após anotar os números sorteados, comentou: "Vou parar com isso; estou gastando muito e ganhando é nada."
Mais sortudo foi o autônomo Vitor Brandão, de 52 anos. Ele chegou à lotérica com um cartão e entregou o bilhete ao dono. O ato fez com que todos os olhares se voltassem para ele, que logo adiantou: "É só uma quadra." Em vez de estar radiante com o resultado, que lhe rendeu 152 reais, lamentava o fato de ter faltado só dois números para a sorte grande. O dinheiro ganho tem destino certo: novas apostas.

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