Somente diagnóstico precoce garante a cura da doença
Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta o surgimento de 49 mil novos casos de câncer de mama no Brasil este ano. O número corresponde a 20% do total de casos da doença em mulheres.
O ginecologista-obstetra Elbens Marcos Minoreli Azevedo, do Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), explica que o câncer de mama é uma doença genética - alterações nos cromossomos 13 e 17, predispõe ao aparecimento da doença.
Mas nem todas que têm essas alterações vão desenvolver o câncer. Fatores como estresse, alimentação rica em gordura e pobre em fibras e vitaminas, obesidade, falta de exercício físico, e fatores hormonais, são decisivos para a manifestação da doença.
Por fatores hormonais, explica Azevedo, entende-se uma menstruação precoce ou uma menopausa tardia, fatores que predispõe a mulher a um maior tempo de ação do hormônio estrogênio. Ou ainda, ausência de gravidez, que é um fator protetor para a saúde da mulher. ''Melhor ainda se essa gravidez acontecer antes dos 30 anos de idade'', atesta o médico.
Para o câncer de mama, não há prevenção, mas diagnóstico precoce. Isso é o que vai garantir a cura da doença. Daí a importância dos exames ginecológicos anuais desde a adolescência e do auto-exame. A partir dos 40 anos, o controle exige a mamografia anual, que pode diagnosticar lesões não perceptíveis ao exame clínico.
Alterações ou mesmo um câncer inicial detectado e tratado precocemente podem nem chegar a necessidade de uma mastectomia, retirada total ou parcial da mama. ''Quanto mais precoce, mais alta a chance de cura'', afirma. A cirurgia é indicada para tumores com mais de 2 centímetros, e hoje, tumores com até 3 centímetros de diâmetro podem ser retirados em uma cirurgia chamada quadrantectomia, na qual se retira um quarto da mama. Se houver necessidade de fazer radioterapia, a reconstrução da mama com próteses só é feita após o tratamento.(C.P.)





