Os principais movimentos sociais do País não participaram ontem da reunião para apresentação de sugestões à proposta do governo de mudança na reforma agrária, que prevê o aumento de juros de empréstimos e restrições a financiamentos subsidiados. Das 30 entidades convidadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), apenas quatro enviaram representantes a Brasília. De acordo com o ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, a ausência de representantes de movimentos sociais serve para identificar os que só querem criticar o governo, antes mesmo de conhecer as propostas. Atenderam o convite representantes do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), do Movimento de Agricultura dos Sem-Terra (MAST), do Conselho Nacional de Seringueiros (CNS) e da Social Democracia Sindical (SDS). As lideranças mais conhecidas pela defesa da reforma agrária, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), não foram à reunião.

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