São Paulo, 05 (AE) - A Solvay Indupa está determinada a se especializar na produção e comercialização de PVC no continente sul-americano. Na Argentina e no Brasil, a Solvay tem capacidade instalada para produzir 455 mil toneladas ao ano, ocupando o segundo lugar no ranking dos fabricantes da resina termoplástica. À sua frente está apenas a Trikem, com capacidade para 475 mil t/ano, à venda pela Organização Odebrecht, que se desfaz das ações ordinárias na Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene), até o final desse semestre.
A Solvay Indupa não pode adquirir a Trikem, porque configuraria monopólio da produção de PVC no continente sul-americano. Mas se especializando em PVC, prepara-se melhor para enfrentar a concorrência. Até agora a Dow Química é a única candidata declarada à compra da Trikem.
A dedicação total da Solvay Indupa aos negócios de PVC originou duas novas empresas do grupo no continente. Com o mesmo nome, a Solvay Química está atuando na Argentina (sociedade anônima) e no Brasil (companhia limitada), desde o dia primeiro de janeiro. A missão das duas novas empresas é comercializar todos os produtos feitos pela Solvay no mundo.
"Com isso, esperamos um faturamento de US$ 120 milhões ao ano, na América do Sul", calcula a diretora gerente da Solvay Química, Maria Clara Pipitone. Para a Solvay, o mercado de consumo sul-americano é estratégico para os produtos químicos fabricados tanto no próprio continente quanto em suas unidades do México, Estados Unidos e Europa.
A vantagem dada pela Solvay Química a seus clientes, diz Maria Clara, é a regionalização do atendimento, com facilidades logísticas, como a entrega de materiais diretamente aos clientes.