Soluções simples evitam dores nas costas
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de maio de 2007
Shaonny Takaiama<br>Agência Estado 
São Paulo- Refestelar-se no sofá para ler um livro ou assistir à televisão é uma das melhores imagens do ócio dos nossos tempos. Mas, em uma era em que as pessoas não precisam nem levantar da poltrona ou da cama para trocar de canal, convém ter cuidado com a preguiça. O motivo é simples. Encostar a cabeça no braço do sofá ou ficar deitado no chão com o pescoço apoiado em uma almofada pode trazer de torcicolo a alterações graves na coluna.
A gerente de atendimento Gilmara Lima entende bem do assunto. Por recomendação médica, tirou a televisão do quarto e passou para a sala, sob pena de continuar com dores nas costas. ''A gente acaba viciando. Tive que tirar a TV do quarto e aprendi a não ficar muito tempo deitada sem estar com sono, porque isso causa dor na musculatura e nos ossos'', diz.
O fisioterapeuta José André Carvalho, diretor do Instituto de Prótese e Órtese de Campinas, endossa. ''Quando se deita para assistir à TV ou ler um livro, a coluna é colocada em uma posição que comprime a musculatura e os nervos. E aí aparecem dores no pescoço, cabeça e braços.'' É o chamado mau-jeito, que todo mundo conhece e que muitos colocam a culpa no estresse do trabalho, sem se dar conta de que o vilão pode ser o ócio doméstico.
A boa notícia é que há soluções simples e que não prejudicam a qualidade da preguiça de ninguém. Uma delas é a almofada em forma de triângulo, para quem não abre mão de ler e assistir à TV deitado no chão ou na cama. ''Ela tem a vantagem de aumentar a altura não só do pescoço como também da coluna torácica'', avalia Carvalho. Para assistir ao seu seriado favorito e não acordar de mau humor no dia seguinte, o fisioterapeuta também recomenda a tão querida poltrona do vovô, sonho de consumo de muita gente. ''Ela posiciona bem a coluna lombar da pessoa'', explica. Para uma família numerosa há ainda outra dica. ''Basta sentar no sofá corretamente, como se estivesse sentado no banco de um carro, com as costas bem apoiadas.''
E os travesseiros e colchões não contam? Contam e muito. Gilmara sofre até hoje por ter escolhido mal o seu colchão. ''Quando se procura um colchão, a gente sempre vai no mais barato. Se você economiza nisso, vai ter de pagar mais caro lá na frente com acupuntura e massagens.'' É, sono de rei não tem preço.


