Solução para dívida rural não será generalizada, diz Pratini
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quinta-feira, 12 de agosto de 1999
Por Mariângela Herédia 
Brasília, 13 (AE) - O ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, disse hoje, ao encerrar a reunião com parlamentares da Comissão de Agricultura da Câmara, que o governo não aceitará uma situação generalizada para a questão da dívida rural. Segundo ele, o governo está analisando soluções de acordo com o programa de financiamento, como o Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa), o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), fundos constitucionais e securitização.
Na visão do governo, não é possível tratar os pequenos agricultores nas mesmas condições que os grandes. As soluções que estão sendo discutidas vão implicar aumento dos prazos de pagamento e haverá um custo para o Tesouro, mas inferior ao que ocorreria no caso do projeto de renegociação do deputado Augusto Nardes (PPB-RS).
Pratini disse que "a agricultura vai voltar à adimplência", mas ressalvou que "sob pressão não é possível chegar a um acordo". Mais uma vez o ministro reconheceu os problemas enfrentados pelos agricultores, em função da queda de renda provocada pela queda nos preços internacionais das commodities.
Pratini disse que o objetivo do governo é fazer com que os agricultores possam honrar seus compromissos e assumir novos financiamentos para esta safra a fim de que a agricultura possa atender aos desafios do presidente Fernando Henrique Cardoso de aumentar a produção e exportação. "Chegaremos brevemente a uma produção que trará o setor à retomada do crescimento econômico do País."
Ele disse que conversou com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, sobre as negocições em curso e que o ministro se mostrou sensível aos problemas do setor. Custos ainda estão sendo discutidos.


