Curitiba - Adiada para hoje a solução para os barcos da Polícia Ambiental do Paraná que foram comprados em junho de 2006 e já estão apresentando problemas no casco e no motor. Eles foram recolhidos por ordem do secretário de Estado do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, depois que a FOLHA DE LONDRINA verificou a situação precária das embarcações e informou ao governo do Estado que os rebites dos cascos estavam soltando e que os motores estavam danificados por conta da mistura do álcool na gasolina usada nos barcos. ''Não sabia da situação'', confidenciou Rasca, que no mesmo dia determinou o recolhimento dos barcos - que ainda estão na garantia.
Ao todo são seis embarcações com motor Mercury Mariner (115 hp). Elas fizeram pouco mais de 50 horas de uso. O motor tem garantia de dois anos e o casco, de cinco anos. Os apitos de temperatura instalados nas embarcações não estão funcionando. Os sensores foram uma exigência do edital de licitação do governo do Estado para a compra dos barcos - que serviriam para patrulhamentos aquáticos em rios e no Oceano Atlântico. Os barcos com motor Mercury foram comprados por R$ 300 milhões.
A solução definitiva para o problema deverá ser dada ainda hoje, numa reunião entre o secretário Rasca Rodrigues, o comandante da Polícia Florestal, major Sérgio Filardo, e o coordenador do Programa Pró-Atlântica, Paulo de Tarso. Ontem, Filardo passou o dia reunido com oficiais do batalhão para tratar sobre o problema e apresentar soluções no encontro de hoje. Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foram deslocados ontem para o litoral para fazer uma análise de todas as embarcações em atividade.

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