Solução para a crise do planeta é adiada após Rio+20
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sábado, 23 de junho de 2012
France Presse 
Rio de Janeiro - Após a cúpula Rio+20, a solução para a grave crise ecológica do planeta ficou no ar e depende de difíceis negociações nos próximos três anos e de uma vontade política que os países relutam em demonstrar. ''O documento está cheio de ações a serem desenvolvidas'' até 2015, mas elas só levarão a soluções firmes e efetivas se houver vontade política dos governos e uma pressão suficiente da sociedade'', disse à AFP Martin Khor, diretor do South Center, um instituto de especialistas para países em desenvolvimento.
A conferência terminou neste fim de semana com um plano de 53 páginas intitulado ''O futuro que queremos'', que foi duramente criticado por ecologistas, organizações sociais, e até delegações dos governos, que o consideraram pouco ambicioso, coincidindo com um momento de crise econômica que monopoliza muito mais atenção.
O plano define grandes prioridades, como o combate à pobreza e à fome, a proteção das florestas, dos oceanos e da biodiversidade, e a necessidade de alcançar uma agricultura e uma energia sustentáveis. E convoca a uma radical mudança nos padrões de produção e consumo e à criação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que irão impor metas ambientais e sociais a todos os países.
Mas todas as ações para restaurar o planeta ameaçado precisam ser definidas e acordadas pelos 191 países, em um processo que deve terminar em 2015 e que é ambíguo. ''Este pacote de decisões deve ser estabelecido entre 2014 e 2015, que são os prazos que colocamos aqui'', afirmou a ministra do Meio Ambiente brasileira, Izabella Teixeira.
Asad Rehman, chefe de Clima e Energia do Amigos da Terra, afirmou: ''Temos as respostas aos problemas do mundo, mas nossos líderes não têm a vontade de colocá-las em prática''. E lamentou: ''A Rio+20 não ofereceu nenhuma esperança às milhares de pessoas que passam fome no mundo e que enfrentam diariamente o impacto da quebra da economia global''.


