Solidariedade praticada passo a passo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Rafael Souza<br> Reportagem Local 
Esporte e solidariedade caminharam lado a lado na segunda edição da Corrida Solidária, realizada ontem pela manhã em Londrina. Pouco mais de 600 pessoas levantaram bem cedo em pleno domingo para participar do evento, no qual o grande objetivo era ajudar a família de Marcos Reis, londrinense que se acidentou em dezembro do ano passado e ficou tetraplégico.
"Hoje o principal é o espírito de solidariedade, de poder ajudar a família nesse momento difícil, e ao mesmo tempo, poder fazer algo que gosto muito, que é correr", valorizou a agrônoma Heverly Morais, de 43 anos, que começou a correr há um ano e meio. "É uma grande iniciativa. É muito importante ajudar. E além de contribuir, tem a importância de manter a saúde", ressaltou o analista de sistemas Luciano Pugsley, de 40 anos.
O casal Paulo Hiroki e Cristina Célia Krawulski veio de Cambé para prestigiar a iniciativa. Eles já praticam corrida juntos há quase dois anos e não perdem uma oportunidade de colocar a mais nova paixão em prática. "Nós já temos o hábito de correr e participar dos eventos, mas esse é especial, por aliar a corrida a uma causa nobre", observou o médico veterinário de 58 anos.
Teve também quem aproveitou a prova para treinar para a São Silvestre, que será realizada na próxima quarta-feira, em São Paulo. "Estou pronta para mais uma edição, para levar o nome de Londrina mais uma vez", disse a corredora Zilda Bezerra de Oliveira, de 67 anos, que já próxima de alcançar a marca de vinte participações na principal prova de rua do País.
A segunda edição da Corrida Solidária arrecadou cerca de R$ 8 mil, entre inscrições e vendas de acessórios, que foram doados integralmente à esposa de Marcos, Fabiana Reis. Ela valorizou a iniciativa e agradeceu muito aos organizadores. O dinheiro será aplicado no tratamento do marido, que era autônomo e agora está aposentado pelo INSS. "Só tenho a agradecer a todos. Vai nos ajudar em um monte de coisa que necessitamos. Quero começar a guardar dinheiro para levá-lo para o Sarah Kubistchek", contou ela, citando o hospital de Brasília, referência no tratamento de pessoas com politraumatismos e problemas locomotores.
"Foi excelente. O mais importante foi que as pessoas se comoveram em ajudar a família do Marcos. Ninguém veio para ganhar nada, as pessoas vieram para se doar, então só tenho a agradecer a todos que participaram", encerrou o organizador da prova, Richards Moura.


