Boa vontade e espírito solidário proporcionaram um Dia das Crianças mais animado para meninos e meninas carentes de Londrina. Na Vila Rodrigues (região central), a dedicação do mecânico de motos Antônio Brene Perez permitiu que os pequenos celebrassem a data, com direito a doces, refrigerantes, brincadeiras e presentes. Há oito anos, Perez realiza em sua casa uma festa aberta à comunidade. Para arrecadar os recursos necessários ele junta latinhas de alumínio e outros produtos recicláveis.
‘‘Este ano eu consegui uma tonelada de material, o pessoal da vizinhança bebe refrigerante e já lembra de mim’’, conta. Com o dinheiro da venda, ele compra presentes , prepara doces, bolos e brincadeiras para cerca de 300 crianças da comunidade. A inspiração para o trabalho veio da sua própria infância, ‘‘quando trabalhava nas lavouras de café e nem sabia que existia o Dia das Crianças’’.
No Conjunto Parigot de Souza 2 (zona norte), aconteceu o 19º Festival da Criança, com distribuição de brindes e lanche para convidados de vários bairros carentes da cidade, que chegaram ao local em ônibus especialmente cedidos para a função. A animação da festa ficou por conta de palhaços e muita música.
Já o Movimento de Schoenstatt, ligado à Igreja Católica, organizou um passeio ciclístico que reuniu cerca de 40 integrantes do grupo infantil do movimento. Eles percorreram as ruas do centro para divulgar suas atividades e comemorar a data.
Em Cambé (13 km a oeste de Londrina), a festa organizada pela direção da Santa Casa e Pastoral da Criança garantiu alegria para dez crianças internadas no hospital. Elas assistiram a uma peça de teatro e brincaram com o técnico em enfermagem, o voluntário Roberto Mauro, que se transformou no palhaço Pimpim.
Para seis crianças que vivem com suas mães no Recanto Maranata, uma casa de recuperação de mulheres, em Londrina, o dia ontem foi especial. A festa foi para comemorar o primeiro ano de vida de Gabriela, que nasceu no Recanto. Sua mãe, Robenilde Campos Faria, 26 anos, estava grávida quando saiu de São Paulo após uma separação traumática do marido.
Robenilde Faria chegou no Recanto em agosto do ano passado. Dois meses depois nascia Gabriela. A garota desde então vive com a mãe e outras 15 mulheres que se recuperam de dependências químicas, depressão (o caso da mãe de Gabriela), prostituição.
Mesmo diante das graves dificuldades financeiras que a entidade enfrenta foi organizada uma festa com bolo, salgados, refrigerantes e brinquedos. (Colaborou Érika Pelegrino)

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