Ivana Moreira
Agência Estado
De Santa Rita do Sapucaí
A ajuda oficial ainda é apenas uma promessa na maior parte das cidades atingidas pela enchente no Sul de Minas Gerais. Por enquanto, o que ameniza o sofrimento das vítimas é a ajuda que chega de diferentes partes do País. Empresas, igrejas e entidades comunitárias fazem campanhas para recolher doações. A partir de hoje, até dia 31, as agências dos Correios do país estarão recebendo doações para as vítimas das enchentes.
A Telemig Celular cedeu aparelhos para cinco dos municípios onde a comunicação pela rede fixa ainda está complicada. A Unimed está liderando, junto com outras empresas de Belo Horizonte, uma campanha para doação de medicamentos. A Adrian doou macarrão, a Leocoton mandou arroz e outras indústrias alimentícias já anunciaram suas doações. O Banco Bradesco doou ao governo mineiro R$ 1 milhão para os trabalhos de recuperação das cidades atingidas.
O sol voltou a Santa Rita do Sapucaí, uma das cidades mais atingidas pela enchente na região, mas não conseguiu aplacar o desespero dos 30 mil moradores que estão com as casas alagadas pelo Rio Sapucaí. As águas baixaram cerca de um metro, mas ainda estão mais de 7 metros acima do nível normal.
Com as telecomunicações prejudicadas, foi preciso usar a Rádio Difusora de Santa Rita como telefone público. ‘‘Atenção Rogério que está com o barco na Farmácia Bom Jesus. Vá para a frente do quartel’’, anunciava o locutor.
A principal preocupação do dia era vacinar a população contra tétano e febre tifóide. Do quartel, 22 PMs administravam a distribuição de medicamentos e água. Oito deles tiveram as casas inundadas e não conseguiram salvar nem roupas. Até mesmo o prefeito, Jeferson Gonçalves (PFL), ficou desalojado e está com a família na casa de um cunhado.