‘‘Sinto-me privilegiada por ser doadora de leite humano. É uma sensação muito boa saber que estou ajudando a salvar vidas.’’ A afirmação é da dona de casa Naiara Barbosa Vieira, mãe de ‘‘primeira viagem’’ da pequena Izadora, de 8 meses. Logo após o nascimento da filha, ela optou por ser doadora em Cambé (Norte), onde reside. ‘‘Tive algumas amigas que precisaram de doação para os seus bebês. Vi o sofrimento delas. Como tenho bastante leite, decidi ajudar outras mães’’, explicou Naiara.
  Segundo ela, duas vezes por semana uma equipe do posto de coleta vai até à residência buscar o material e deixar potes de vidro, utilizados para armazenar o leite. ‘‘Não é necessário nem sair de casa para ser doadora’’,pontuou.
  Assim como Naiara, a dona de casa Elizabeth Brauninha faz questão de doar leite toda semana. ‘‘Tomei essa decisão pois sentia vontade de fazer algo de concreto pelo próximo’’, afirmou a mãe de João Eduardo, de apenas três meses. Uma equipe da Maternidade Municipal de Londrina busca o leite e leva potes de vidro para ela semanalmente. ‘‘É uma satisfação muito grande’’, garantiu.
  ‘‘Só temos que agradecer a essas mães e a tantas outras que já contribuíram com a causa’’, destacou Márcia Maria Benevenuto, coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário (HU) de Londrina.


● O leite materno fornece componentes para a hidratação e fatores de desenvolvimento e proteção, como anticorpos
● Atualmente são doados cerca de 350 mil litros por mês, sendo necessário o dobro desse montante. Em 2010, três mil crianças de Londrina e região foram beneficiadas

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