Curitiba- ''Sou viúva há quatro anos. Quando meu marido morreu me mudei de Londrina para Curitiba para ficar mais perto da minha única filha. Mas eu não quero atrapalhar. E também não gostei de morar sozinha. Então resolvi vir para cá e acho muito bom. Tem companheiras, a comida é boa, tudo limpo e as instalações são boas. É como se fosse minha casa. Tenho liberdade.'' O relato é da idosa Avany Garcez Ferreira, 84 anos. Ela mora em um lar particular para idosos, o Rogate, com mais 19 senhoras.
''Na minha família cada um tem seu lar. Eu cheguei a morar com uma filha, mas não queria incomodar. E ficar sozinha é ruim. Daí meus filhos me convenceram a vir para cá. E eles vêm me visitar, me buscam no domingo. Gosto muito daqui. Fiz muitas amizades'', conta a idosa do Lar Rogate Noemia Herides Maurer, 82 anos. Os depoimentos das duas senhoras deixam claro que recebem um bom tratamento, porém revela um dos principais problemas dos idosos, pobres ou não: a solidão.
O Lar Rogate abriga apenas mulheres e que ainda possuam independência. A assitência médica é a parte da estada do Lar. ''A gente fica de olho, administra os remédios. Mas cada um tem seu médico e elas fazem as coisas sozinhas. E as que precisam de acompanhante contratam alguém. Elas vêm para cá para ter companhia'', conta a coordenadora do Lar, Lídia Sabchuk.(A.B.)

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