Moscou, 07 (AE-AP) Apoiados por helicópteros militares
unidades da polícia e do Exército russo cercaram e atacaram hoje (07) na fronteira entre a Chechênia e o Daquistão cerca de 200 homens armados do grupo fundamentalista muçulmano Wahadi, acusados de cometer atentados à bomba em três aldeias daquistanesas na semana passada.
"São bandoleiros que devem ser aniquilados", disse o primeiro-ministro russo, Serguei Stepashin, em pronunciamento transmitido por uma cadeia estatal de televisão.
Stepashin pediu uma "rápida e erficiente" intervenção do Ministério do Interior da Rússia contra os fundamentalistas que lutam por uma fusão entre a Chechênia e o Daquistão para fundar na região um Estado muçulmano. As populações tanto da pequena república chechena quanto da daquistanesa são, em sua maioria esmagadora, muçulmanas.
Segundo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, general Anatoly Kyashin, mais de mil policiais, apoiados por uma brigada motorizada e helicópteros do Exército, participam da "operação de limpeza" na região.
Ele e o ministro do Interior, Vladimir Ovchinikov, viajaram para a região. "Nosso objetivo é normalizar a situação na fronteira entre as duas repúblicas da Federação com a maior brevidade possível", destacou Ovchinikov. "Vamos reforçar nossas tropas ali."
Segundo setores da mídia russa, os rebeldes estariam recebendo apoio logístico da Chechênia que há dois anos enfrentou, em sangrento conflito, o poderoso Exército russo. As autoridades chechenas negaram qualquer envolvimento com os militantes do Wahadi e acusam o governo russo de desenvolver uma "campanha de provocações" na fronteira.
Os chechenos querem separar-se da Federação Russa e, durante o conflito, causaram pesadas baixas nas forças russas, que bombardearam suas cidades indiscriminadamente. Uma paz instável foi obtida ao fim de exaustivas negociações, lideradas pelo presidente russo, Boris Yeltsin.
A pequena república muçulmana conseguiu ampliar sua autonomia, mas Moscou assegura que a região, rica em minerais, é parte integrante de seu território.
O secretário-geral do Conselho de Segurança do Daquistão
Ahmednabi Magdigaddjiev, assegurou dispor de evidências de preparativos de um golpe contra o governo da república por parte das lideranças do Wahadi. Ele acusou o grupo por uma série de atentados à bomba contra três povoados daquistaneses, que mataram e feriram um grande número de civis.

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