Soldados libertados pelos sérvios chegam à base americana
Berlim, 02 (AE-AP) - Os três soldados americanos capturados na fronteira macedônia por uma patrulha sérvia foram libertados hoje (02), por iniciativa do pastor americano Jesse Jackson, e chegaram à base aérea americana de Landstuhk (Alemanha).
O presidente americano, Bill Clinton - que amanhã (03) receberá, na Casa Branca, o negociador russo para a Iugoslávia (Sérvia e Montenegro), Viktor Chernomyrdin - reagiu com satisfação à notícia. Contudo, fez uma ressalva: os bombardeios contra o território sérvio e montenegrino vão prosseguirão até que o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevik, aceite as exigências da comunidade internacional a encerra a campanha de repressão e limpeza étnica em Kosovo.
"Estamos muito felizes com o regressos de nossos soldados, mas não podemos esquecer que há milhares de albaneses étnicos expulsos de suas casas", disse Clinton.
Depois de 32 dias confinados numa prisão militar nas proximidades de Belgrado (capital da Iugoslávia), os três soldados - Steven Gonzales, 22 anos, de Huntsville (Texas), Andrew Ramirez, 24, de Los Angeles (Califórnia), e Christopher Stone, 25, de Smiths Creek (Michigan) - desembarcaram sorrindo de um avião C-9 (de socorro médico), num vôo de 90 minutos, procedente de Zagreb (capital da Croácia).
Os soldados libertados acenaram para cerca de 200 militares, técnicos e funcionários da base, que os aguardavam na pista. Foram imediatamente conduzidos ao Centro Médico Regional de Landstuhl, para uma bateria de exames. "Os três aparentam bom estado de saúde", disse o porta-voz da base, coronel Mike Sullivan.
Segundo Sullivan, os soldados deverão permanecer "algum tempo" na base, antes de entrar novamente em ação ou regressar aos EUA.
Gonzales, Ramirez e Stone não tiveram permissão para conversar com os jornalistas, como ocorreu no aeroporto de Zagreb. Stone disse que eles foram bem tratados pelos sérvios. "As marcas que tenho no rosto são de contusões e ferimentos recebidos quando tentávamos evitar nossa captura", esclareceu. "Quando nos disseram no sábado que seriamos libertados no domingo, a excitação foi tão grande que não conseguimos dormir."
Stone afirmou ainda que rezou muito no cativeiro. "Esperamos que nossa libertação conduza, de alguma forma, à paz."





