DRAS, Índia, 14 (AE-AP) - Soldados indianos na Caxemira pressionaram nesta segunda-feira (14) com um combate corpo-a-corpo contra guerrilheiros islâmicos após conversações de fim de semana com os paquistaneses não produzirem uma saída para a crise.
Reiterando uma acusação de que soldados paquistaneses estavam entre os guerrilheiros, o primeiro-ministro indiano Atal Behari Vajpayee descartou novas negociações com Islamabad até que "retire seus soldados e militantes que ocupam posições destro do território indiano".
O Paquistão nega o envolvimento de suas forças, dizendo que os guerrilheiros que tomaram posições nas montanhas no interior do território da Índia no começo de maio são "guerreiros indígenas pela liberdade" aos quais Islamabad admitiu fornecer apoio "moral e diplomático" em sua luta contra o controle da Índia sobre dois terços da Caxemira.
"Se o Paquistão quer resolver a crise, deveria aceitar a Linha de Controle", disse Vajpayee, referindo-se à linha de cessar-fogo criada em 1972.
Ao longo de mais de um mês de conflito, soldados indianos e paquistaneses trocaram frequentes agressões na fronteira não-oficial conhecida como Linha de Controle.
Vajpayee disse que o primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif telefonou para ele ontem em Srinagar, a capitão de verão da parte da Caxemira controlada pela Índia. Segundo ele, Sharif não ofereceu novas sugestões e apenas repetiu a posição apresentada por seu ministro de Relações Exteriores durante as conversações com Nova Délhi realizadas sábado.
Ainda nesta segunda-feira, o Paquistão acusou a Índia de utilizar armas químicas, alegando que esta conduziu os testes nos bombardeios indianos contra o território da Caxemira no último fim de semana. A Índia negou a utilização de armas químicas.

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