Pristina, 24 (AE-ANSA) - Os soldados da força multinacional em Kosovo (KFOR) e os empregados da ONU no local são praticamente os únicos clientes dos prostíbulos que florescem neste território, afirmou hoje (24) um funcionário que investiga o caso.
"Entre os homens surpreendidos em um dos prostíbulos descobertos ultimamente pela polícia internacional havia um alto funcionário da administração civil da ONU", afirmou a fonte, que pediu anonimato.
Segundo o coronel Vincenzo Coppola, comandante dos carabinieri italianos da Unidade Especializada Multinacional, que em janeiro descobriu prostíbulos em Pristina e Prizren, os preços cobrados pelas prostitutas são considerados baixos (entre US$ 25 e US$ 50).
"No começo, as mulheres não ganham nada, mas quando seus torturadores cobrem os gastos que fizeram para comprá-las, elas ganham 50% do que cobram aos clientes", afirmou o coronel.
Os chefes do negócio, acrescentou o militar italiano, são albaneses de Kosovo, que trabalham com bandos de albaneses e as mulheres, procedentes da Ucrânia, Móldova, Bulgária e Romênia, são muito jovens.
Segundo os investigadores, nunca há mais de três mulheres ao mesmo tempo em cada prostíbulo e nenhuma delas fica fixa em um mesmo lugar durante mais de um mês. Isto, dizem os investigadores, faz supor que estas mulheres passam pouco tempo em Kosovo e desembarcam logo na Itália passando pela Albânia.
Até agora, a polícia internacional deteve 20 albaneses e os acusou de "escravidão". Os juizes, todos albaneses, libertaram os acusados.

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