Os principais pontos da cidade de Marabá, no sul do Pará, foram ocupados ontem por forças do Exército. O comando do 52º Batalhão de Infantaria e Selva na região limitou-se a falar em ‘‘manobra de rotina para adestramento da tropa ’. A mobilização coincide com a invasão das instalações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por cerca de sete mil sem-terra e lavradores de 150 assentamentos e fazendas ocupadas.
O secretário de Defesa Social do governo do Pará, Paulo Sette Câmara, foi informado sobre a ação do Exército em Marabá, mas não quis comentar o assunto. Os sem-terra estão cobrando do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que a reforma seja acelerada e promessas de melhorias nos assentamentos, crédito agrícola, construção de escolas e postos de saúde.
A presença do Exército foi classificada pelo líder do MST, Eurival Martins, como ‘‘intimidação’’. Segundo o MST, os militares estão apreendendo facões, foices e enxadas dos agricultores que chegam à cidade.
Martins afirmou que os trabalhadores não pretendem invadir outros prédios públicos ou ocupar a ferrovia de Carajás.

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