Soldados continuam caça a guerrilheiros com 95 sequestrados
Cali, 02 (AE-ANSA) - Forças militares da Colômbia estreitaram, nesta quarta-feira (02), o cerco sobre os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), que mantém cativos 95 dos 180 fiéis católicos sequestrados enquanto assistiam a uma missa realizada domingo em Cali.
O presidente Andrés Pastrana classificou os membros do ELN de "terroristas" e pediu a México, Venezuela e a algumas nações européias que detenham os porta-vozes internacionais radicados nestes países. Hoje, uma fonte policial disse temer que esteja faltando comida aos 95 sequestrados.
Frente à delicada situação política criada por este novo episódio de violência em seu país, Pastrana reduziu sua visita ao Canadá, cancelou uma viagem a Nova York, e regressou a Cali durante a noite para dirigir pessoalmente as operações visando à libertação dos reféns.
Ao anunciar um novo corte nas frágeis relações entre o governo e o ELN - a segunda maior guerrilha, atrás das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) -, Pastrana disse que pedirá ao Vaticano que ordene aos sacerdotes estrangeiros que suspendam as negociações com a organização para o resgate dos sequestrados.
Nesta quarta-feira, fontes militares informaram que pelo menos 41 pessoas morreram no país durante enfrentamentos armados entre grupos guerrilheiros e paramilitares.
Héctor Guarín, autoridade da zona rural La Gabarra, mais de 600 quilômetros ao nordeste ed Bogotá, assinalou que, segundo denúncias de camponeses, membros das paramilitares Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) "fizeram incursões desde sábado na região, onde dizem haver 20 ou 30 mortos".
Em outro incidente, a polícia atribuiu a morte de sete camponeses a "um confronto" entre as Farc e a AUC. Os cadáveres foram encontrados no povoado rural de Samaná, mais de 280 quilômetros a oeste de Bogotá.
Em María La Baja, mais de 1.200 quilômetros ao norte da capital colombiana, quatro homens foram assassinados por agressores fortemente armados. Segundo um coronel de polícia, o crime teve características da ação dos paramilitares de direita, mas ele absteve-se de responsabilizar a facção.





