Brasília, 04 (AE) - Treze dias depois de embarcarem em um avião das Forças Armadas Brasileiras para participar da Interfet (força de imposição de paz) em Timor Leste, os 51 brasileiros que integrão o pelotão da Polícia do Exército de Brasília, destacado para a missão, chegaram a Díli. A tropa desembarcou em solo timorense no domingo, depois de quase duas semanas de treinamento e adaptação em Townsville, na Austrália.
Além de serem orientados e treinados, os soldados foram vacinados contra malária e receberam duas doses da vacina contra encefalite japonesa e receberão a terceira dose em Díli.
O pelotão brasileiro está subordinado a um enquadramento do Exército Australiano, cuja especialidade é a mesma da Polícia do Exército brasileiro: segurança das instalações das Nações Unidas e policiamento do trânsito. Eventualmente o pelotão brasileiro também poderá fazer escolta de autoridades.
Além dos 51 soldados do batalhão da Polícia do Exército de Brasília, mais quatro oficiais do Exército que estavam em Darwin, na Austrália, juntaram-se ao grupo. O tenentes-coronel Lima Neto e Mila Nelo e os majores Spena e Rossini, que integravam a Unamet, força de observação sob a égide das Nações Unidas, estavam em Díli quando os ataques dos paramilitares contrários à independência do Timor recrudesceram, e as Nações Unidas tiveram de abandonar sua base no Timor, no mês passado.
Até hoje, o Exército brasileiro já participou de 20 missões no exterior, 18 foram de paz, sob o comando das Nações Unidas, e uma de intervenção, na República Dominicana, em 1965, sob o comando da Organização dos Estados Americanos (OEA). A missão de Timor é semelhante à da República Dominicana, mas é liderada pela Austrália. A participação na Interfet deve durar pelo menos quatro meses e custar cerca de R$ 12 milhões.

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