Soldado já atendeu vítima no túmulo
Londrina - Dá para escrever um livro com os casos pitorescos atendidos pelos socorristas do Siate. Há 11 anos no serviço, o soldado Adonai Artur Ferreira conta que já atendeu vítima até no túmulo. ''Foi um andarilho que foi parar no cemitério. Ele tinha usado drogas e entrou numa daquelas gavetas de túmulos para dormir, eu acho. Bom, mas lá dentro tinha uns restos de piso com pontas. Ele acabou se cortando'', recorda do episódio, que aconteceu no ano passado.
O soldado Rafael Martins estava trabalhando no resgate de vítimas da chuva no litoral paranaense recentemente, e em meio à atmosfera pesada, ele encontrou pelo menos um momento de descontração. ''Estava atuando em Morretes. Nós fomos resgatar um senhor de idade e o único modo de chegar até ele era de helicóptero. Ao chegarmos lá ele já começou a dizer: só saio daqui se meu periquito, minha galinha e meu cachorro forem junto'', contou.
De acordo com o cabo José Claúdio Alves, que vai se aposentar em fevereiro de 2012, ''o trabalho é gratificante, pois temos a oportunidade de diminuir o sofrimento das pessoas.'' ''Quando a gente chega no local do acidente e pessoa nos vê a sua própria fisionomia já muda'', afirmou.
Segundo Alves, é comum sobreviventes de tragédias ''irem até o Corpo de Bombeiros, ou quando nos encontram na rua, e agradecerem emocionados.'' Parece que eles se sentem endividados e acham que nunca conseguirão pagar essa dívida'', concluiu.





