Marília, SP, 22 (AE) - O delegado Edson Minoru Nakamura
chefe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Presidente Prudente, pediu hoje, à justiça da Comarca, a prisão preventiva do soldado PM, Aroldo Piacenço de Oliveira, indiciado pela autoria de duplo homicídio qualificado, em que foram mortos o menor Dario Prudêncio da Silva, de 14 anos e seu amigo Reginaldo Moreira da Silva, de 26 anos, com disparos de arma calibre 12. O menor Alan Cardoso da Silva, de 9 anos, irmão de Dario, só não foi morto porque conseguiu fugir.
O crime aconteceu a uma hora da madrugada, do dia 22 de outubro, em uma chácara do bairro Colina do Sol. O corpo de Reginaldo, que morava no local, estava dentro da casa e o de Dario, que também residia em uma chácara no mesmo bairro, do lado de fora. Um revolver , calibre 38, com duas cápsulas deflagradas, foi achado perto do corpo de Reginaldo.
Durante interrogatório a que foi submetido, o soldado Oliveira, que mora em uma chácara vizinha, admitiu ter feito os disparos, mas alegou que agiu em defesa própria já que suas vítimas, que pensava serem ladrões, reagiram à tiros a sua ordem de prisão. Ele alegou que por estar escuro não conseguiu identificar as pessoas e que fez apenas dois disparos. A Polícia Técnica, porém, encontrou três cartuchos deflagrados, no local.
O delegado Marco Antônio Scaliante Fogolin, assistente da DIG, que deu as informações, disse que depois de 22 perícias realizadas e dos depoimentos de 30 testemunhas, foi esclarecido que o soldado agiu por motivo torpe, em consequência de desentendimentos pessoais com Reginaldo. O soldado participa constantemente de campeonatos de tiro ao alvo e é considerado o segundo melhor atirador da PM de Prudente.
A perícia, segundo ele, comprovou que apesar do horário, de onde fez os disparos, Oliveira tinha plena visão das vítimas. De acordo com o delegado, Reginaldo não tinha armas e isto indica que o revolver encontrado junto a seu corpo, foi colocado no local, pelo PM, para simular uma reação.

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