São José dos Campos, SP, 08 (AE) - A estiagem e o aparecimento do sol trouxe esperança para 8 mil pessoas desabrigadas pela ação das enchentes no Vale do Paraíba. Em Queluz, o rio começou a baixar e hoje o índice era de 3,38 metros acima do normal. Nas ruas, o escoamento das águas permitiu que 150 voluntários e as famílias atingidas limpassem a lama que invadiu as casas. A Defesa Civil de Queluz estima que 293 casas tenham que ser reconstruídas por estarem totalmente danificadas, sem aproveitamento.
Segundo a prefeitura, o prejuízo foi de R$1,2 milhão. O secretário de turismo da cidade, Rudinei Morato, também coordenador dos voluntários, disse que a cidade está precisando muito de doações de cloro. "Nós fazemos um apelo às indústrias químicas para que nos mandem doações em cloro, pois as casas precisam ser desinfectadas". Máquinas retroescavadeiras, pás mecânicas e caminhões pipa foram emprestados de outros municípios que não sofreram a ação das chuvas.
Em Cruzeiro, o prejuízo estimado é de R$ 1 milhão. Apesar do sol, a cidade ainda sofre com o alagamento de alguns pontos e cerca de 3 mil pessoas atingidas tentam retornar para suas casas. Cruzeiro está com precário abastecimento de água potável. Para ajudar na recuperação da cidade, limpeza de bocas de lobo, reconstrução de pontes e auxílio à população, a prefeitura de Cruzeiro contratou 100 pessoas. Homens e mulheres vão trabalhar por 90 dias e receber um salário de R$ 167,00 por mês. Segundo o chefe do Departamento Pessoal, Sebastião Galvão, a prefeitura vai destinar R$ 90 mil para o pagamento das frentes de trabalho.
Em Cachoeira Paulista, o prefeito Aylton Vieira conta que destinou a maioria dos funcionários públicos para a recuperação da cidade. "Mesmo assim, vamos contratar temporariamente pelo menos mais 20 pessoas", disse Vieira. Cachoeira Paulista registrou 1.800 pessoas desabrigadas, sendo 200 mantidas no ginásio de esportes. "São famílias grandes e inúmeras crianças, que consomem leite e muita comida", diz o prefeito, clamando por doações.
Em Guaratinguetá, hoje, o nível do Rio Paraíba cedeu bastante. Para as 2 mil pessoas atingidas, o dia foi dedicado para desintetar as casas e no Campo do Galvão, um dos bairros mais atingidos, 90% delas puderam ser limpas. Segundo a Defesa Civil, cerca de 6 mil casas foram prejudicadas com tanta água. O lixão municipal ficou repleto de sofás, guarda-roupas, eletrodomésticos.
Em Lavrinhas, não há mais desabrigados, porém a cidade ainda sofre com a falta dagua. O fornecimento de água potável está prejudicado há 5 dias.

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