Para muitos, a chegada do verão significa lazer. Nessa época, praias e piscinas ficam lotadas. Mas descuidos nessa temporada, como a exposição excessiva aos raios solares, podem trazer graves problemas à saúde. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que no próximo ano, 5.760 pessoas terão o câncer de pele tipo melanoma (forma mais letal) e 116.640 desenvolverão o não-melanoma, que, apesar do baixo índice de mortalidade, pode causar sérias deformidades. Tomar algumas medidas antes do lazer ajuda bastante na prevenção de doenças.
A melhor forma de evitar o câncer de pele é não se expor ao sol entre 10 horas e 16 horas. ''Jamais deixe de aplicar filtros solares, principalmente nas crianças. O Fator de Proteção Solar (FSP) deve ser de no mínimo 15, mesmo para os morenos e nos dias nublados. Reaplique o produto a cada duas horas. Use chapéus e camisetas e, na praia, não deixe de levar guarda-sol'', lista a gerente-geral de Cosméticos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Josineire Melo Costa Sallum.
No que diz respeito ao uso de guarda-sol, os médicos recomendam que se dê preferência aos fabricados com lona ou algodão. Esses materiais absorvem até 50% da radiação ultravioleta - prejudicial à pele. Os de nylon (justamente os mais usados, por serem mais leves e mais baratos) deixam que 95% dos raios ultrapassem o material.
A gerente da Anvisa recomenda aos veranistas que fiquem atentos à qualidade dos produtos que usarem na pele. Ela alerta ainda para que as pessoas jamais utilizem receitas artesanais para bronzear. ''O consumidor deve assegurar-se da eficácia e segurança dos bronzeadores e protetores solares. Verifique se o produto tem registro na Anvisa. O número do registro pode ser identificado na rotulagem, pois começa com o dígito 2 e é formado por um mínimo de 9 (nove) e um máximo de 13 (treze) dígitos'', explica Josineire.
O médico Gilvan Alves, presidente da regional do Distrito Federal da Sociedade Brasileira de Dermatologia, condena a exposição exagerada ao sol e confessa que, quando chega à praia, puxa sempre a cadeira para a sombra, enquanto quase todos seus amigos fazem justamente o contrário. Ele garante que, mesmo quando vai ao litoral de férias, volta a Brasília com a cor da pele exatamente do jeito que estava quando deixou a cidade. E explica: ''O bronzeamento é, na verdade, uma resposta da pele à agressão do sol. O bronzeado vai embora, mas o dano fica, em forma de manchas, na destruição da elasticidade (fator que provoca envelhecimento) e na alteração da pigmentação da pele''. Não bastasse isso, o dermatologista lembra que o sol em excesso reduz a imunidade do corpo e facilita o aparecimento de infecções. A areia da praia e a superfície da água, seja da piscina ou do mar, refletem claridade solar e também causam danos à pele.

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