Buenos Aires, 03 (AE) - A área de soja transgênica vai representar 75% da área total de soja na Argentina nesta safra. No caso do milho, a área plantada com sementes geneticamente modificadas deverá ocupar entre 5% e 7% do total. "A diferença de porcentagem se explica por ser este o primeiro ano de cultivo de milho transgênico na Argentina. No ano que vem, a área de milho modificado chegará a 20% ou 25%", afirmou à Agência Estado Juan Kiekebusch, diretor de biotecnologia da Associação Argentina dos Fabricantes de Sementes.
Segundo ele, para alcançar esse grau de aceitação, é "necessário que o produtor adote os transgênicos ao conhecer suas vantagens". Kiekebusch afirma que é necessário que as empresas fabricantes de sementes saibam qual será a intenção dos produtores para se programar e ter as sementes disponíveis. De acordo com ele, o crescimento do uso de transgênicos "pode concretizar-se apenas se o produtor busca a tecnologia e a adota". Ele disse que depois o surgimento da soja transgênica, há no mercado mundial três variedades diferentes de soja: a orgânica, cultivada especialmente na Europa, com um preço de venda mais alto mas também com maiores custos de produção; a soja commodity, transgênica, produzida pelos Estados Unidos e pela Argentina; e a soja não transgênica, "identidade preservada".
"Temos agora no mercado mundial três segmentos, com três grandes produtores e exportadores, Estados Unidos, Brasil e Argentina. O Brasil é o que menos usa transgênicos, embora os agricultores brasileiros já estejam vendo as vantagens da nova tecnologia", disse ele.

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