Juliana tinha quatro anos, quando começou a reclamar para a mãe de dores na coluna e nas pernas. Foi um susto para a fonoaudióloga Rosileine Fortes Audi, de Londrina. Ela lembra que na filha mais velha, Kênia, na época com 12 anos, já havia sido diagnosticado escoliose, mas não esperava que a outra, hoje com oito anos, fosse ter dores tão cedo.
  ‘‘Ela chorava de dor. Eu achava que era excesso de exercícios, e até imaginava que podia ser reumatismo, já que há casos na família. Mas, a primeira providência foi levá-la ao pediatra’’, conta a mãe.
  Rosileine conta que a escoliose nas filhas é ‘‘provavelmente hereditária’’, mas que pode ter se agravado por conta de alguns hábitos. No caso de Kênia, hoje com 16 anos, o uso de mochila muito pesada e o hábito de ficar ‘‘muito tempo’’ no computador. ‘‘Mas nas duas, o que acentuou muito o problema foi a postura incorreta na hora de dormir, o hábito de dormir de bruços’’, ressalta.
  Depois de alguns tratamentos fisioterápicos, as irmãs agora passam por tratamento com a técnica RPG (Reeducação Postural Global), e já sentem menos dores. Com o filho mais novo, Josué, de seis anos, os cuidados começaram cedo para que ele não venha a ter dores nas costas: ‘‘Mochila só de rodinhas e nada de dormir de bruços’’.(C.P.)

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